Pré treino: deve ou não conter cafeína?

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A indústria de suplementos nos disponibiliza grande variedade em compostos ‘’pré treino’’. Essa classe de suplementos apresenta composições formuladas para dar um upgrade na realização da atividade física. Hoje, temos disponível no mercado produtos de marcas importadas e nacionais com seus devidos registros na ANVISA, onde as formulações têm que estar enquadradas às normas da instituição para comércio em território nacional.

Geralmente, oferecem substâncias associadas para melhora de desempenho e performance, como citulina, arginina e ornitina (também em forma de alpha-keto-glutarato – AKG), beta alanina, b. vulgaris, taurina, creatina, sinefrina, extrato de guaraná, chá verde, apenas para citar algumas. Podem oferecer grande benefício ao indivíduo em alto rendimento e redução da fadiga diante treinos de alta intensidade.

Esses suplementos também podem conter elevados níveis de cafeína, afim de estimular o sistema nervoso central, provocando a diminuição da percepção ao esforço e auxiliando no rendimento além de melhorar o metabolismo e a lipólise. Ressaltando que a recomendação do consumo de cafeína é de 1 a 3 gramas por kg corpóreo.

O estímulo na produção de óxido nítrico, elevando a vascularização para nutrir melhor o músculo alvo, aumentar a resistência muscular e ultrapassar o limite da fadiga pode ser reduzido com a administração de altos níveis de cafeína, pois a mesma é uma substância vasoconstritora.

Algumas pessoas são sensíveis à cafeína enquanto outras nem tanto. Com a ingestão contínua, o organismo se acostuma com a substância e passa a exigir doses cada vez maiores para produzir o efeito desejado. À curto, médio e longo prazo o uso descomedido de cafeína pode causar efeitos indesejáveis, onde os mais comuns são taquicardia, irritabilidade e insônia.

Como também encontramos suplementos ‘’pré treino’’ sem cafeína em sua composição, uma sugestão para obter apenas efeitos positivos é usar a substância em determinados períodos ou fases específicas do treinamento. Por exemplo, pré competições ou diante de treinamentos extremamente exaustivos.

A capsaicina é uma substância fantástica que pode ser utilizada neste período de suspensão da cafeína ou até mesmo de forma associada.

A capsaicina melhora o metabolismo. Seu efeito termogênico eleva a temperatura do organismo que pode aumentar o gasto calórico, prevenindo e ou melhorando o acúmulo de gordura e a composição corporal. Além de apresentar propriedades vasodilatadoras e anticoagulantes, favorecendo o aumento do calibre de vasos sanguíneos. Ela também ajuda a manter a pressão arterial em níveis normais, os níveis de LDL, colesterol e triglicerídeos. O aumento do fluxo sanguíneo periférico, além de melhorar o humor e aliviar dores, auxilia em casos de enxaqueca, depressão e congestão nasal. Estudos indicam que a capsaicina pode causar redução dos níveis de glicose sanguínea aumentando os níveis de insulina, prevenindo o diabetes e uma melhor resposta insulínica. A recomendação de consumo de capsaicina para fins terapêuticos e anti-inflamatório é de até 30 mg/dia.

Para a correta orientação, sempre consulte o nutricionista. Ele é o profissional capacitado para a correta adequação dos nutrientes às suas necessidades e objetivos.

 

 

Fonte:atlheticanutrition.com.br

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