L-carnitina queimando gordura e construindo músculos

 

l-carnitina-neonutriA l-carnitina é uma molécula endógena importante para o metabolismo celular, e as suas funções no músculo esquelético são fundamentais para sustentar a produção de energia (bioenergética) durante o exercício, como também, o auxilio no processo de recuperação (BREMER, 1983; BRASS, 2000; HUANG; OWEN, 2012). É sabido que a l-carnitina é fundamental para a oxidação de ácidos graxos mitocondriais, e, portanto, sugere-se que a suplementação deste nutriente possa ser interessante, uma vez que o aumento da disponibilidade pode aumentar a taxa de oxidação lipídica, e consequentemente, aumentar a queima de gordura (BRASS; HIATT, 1998).

Estudos mostram que a manutenção na taxa de oxidação lipídica permiti uma menor utilização da glicose plasmática, o que preservaria o conteúdo de glicogênio muscular e com isso potencializaria a produção de ATP via sistema oxidativo (COSTILL et al., 1977). Atualmente, sabe-se que a depleção dos estoques de glicogênio muscular pode levar a fadiga (ORTENBLAD; WESTERBLAD; NIELSEN, 2013), e que a sua preservação pode otimizar a performance.

Clarkson (1992) mostrou que a suplementação de carnitina retardou a fadiga em atletas. Outro estudo envolvendo 110 atletas corredores treinados (47 mulheres e 63 homens) foi observado melhoras na velocidade de corrida (5,4%) com o uso de 2gr de l-carnitina/dia. Os autores sugerem que este efeito ergogênico da suplementação de l-carnitina permite uma maior disponibilidade de ácidos graxos livres para as mitocôndrias, o que maximizaria a produção de energia. Além disso, com base nos resultados encontrados, os autores recomendam a l-carnitina como auxilio ergogênico para praticantes de exercícios, especialmente para esportes que envolvem resistência aeróbia e força (DRAGAN et al., 1989).

Mais recentemente, a suplementação de l-carnitina tem sido associada aos ganhos hipertróficos, principalmente, pelas alterações hormonais da testosterona e receptor androgênico (AR). O treinamento de força proporciona uma resposta aguda aumentando a secreção de testosterona durante o exercício, no entanto, após o termino é observado um declínio que pode atingir níveis abaixo do repouso (BLOOMER; SFORZO; KELLER, 2000). Sabe-se que a suplementação de aminoácidos aumenta a síntese proteica (RASMUSSEN et al., 2000), assim, é possível que a diminuição circulante de testosterona pós-treino seja reflexo do aumento da captação celular via AR.

A influência da testosterona na síntese proteica é mediada pelo AR que está associado a hipertrofia muscular (INOUE et al., 1994), e a suplementação de l-carnitina parece ser um grande potencializador deste processo. Estudo realizado por Kraemer et al., (2006) foi demonstrado que a suplementação de l-carnitina proporcionou aumento significativo do conteúdo de receptores androgênicos, o que leva a inferir sobre uma maior capacidade de captação de testosterona e possíveis ganhos otimizados de massa muscular.

Em suma, a ciência tem avançado muito ao analisar as implicações da suplementação nutricional aplicado ao treinamento, fazendo que novos conceitos e efeitos fisiológicos destes nutrientes transpareça de forma positiva no rendimento esportivo. A l-carnitina parece ser uma ferramenta otimizadora da performance, seja ela na queima de gordura ou nos ganhos de massa muscular.

Fonte:Neonutri.com.br

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A l-carnitina parece ser uma ferramenta otimizadora da performance, seja ela na queima de gordura ou nos ganhos de massa muscular.
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